top of page

Cientistas brasileiros e suas invenções que moldaram e transformaram o mundo

  • Luis G. D. Piassa e Rafael T. Bossa
  • 22 de out.
  • 13 min de leitura

 - A importância dos cientistas brasileiros -


Pouco se fala, e menos ainda se reconhece, o peso dos cientistas brasileiros na história da ciência, no entanto, a verdade é que, sobretudo na física, suas contribuições são faróis que iluminam muito além das fronteiras do país. Esses homens e mulheres transformaram ideias em descobertas, sonhos em inovações, e marcaram não apenas o Brasil, mas o mundo. Suas pesquisas, passadas e presentes, ajudaram a decifrar mistérios do universo e a construir as bases do conhecimento contemporâneo. Cada equação, cada experimento, carrega a força de um legado que não apenas inspira, mas impulsiona a ciência global a romper limites e transformar, de forma visível e grandiosa, o futuro da humanidade.


E para compreender a dimensão desse impacto, é preciso voltar no tempo e percorrer as diferentes eras da física brasileira, conhecendo as mentes brilhantes que, com suas invenções e descobertas, deixaram marcas eternas na história científica. 


Já no período Pré-Colonial e Colonial, surge a figura de Bartolomeu Lourenço de Gusmão (1685–1724), o visionário conhecido como “Padre Voador”. Sacerdote, inventor e diplomata, Bartolomeu nasceu em Santos, São Paulo, e tornou-se célebre por desenvolver e apresentar um dos primeiros protótipos de balão de ar quente do mundo, sendo o primeiro cientista do continente americano a obter uma patente de invenção. Sua genialidade antecipou conceitos que, séculos depois, seriam fundamentais para a termodinâmica e a aeronáutica.


Filho do cirurgião Francisco Lourenço Rodrigues e Maria Álvares, integrou uma família numerosa de doze filhos, dos quais oito seguiram a vida religiosa. Formou-se no Seminário Jesuíta de Belém da Cachoeira, na Bahia, junto com seu irmão Alexandre de Gusmão, e mais tarde mudou-se para Lisboa, onde estudou Direito Canônico e foi ordenado padre. Além da vida religiosa, destacou-se como membro da Academia Real de História e atuou como diplomata, chegando a ocupar o cargo de Secretário dos Estrangeiros. No entanto, sua trajetória foi marcada também por perseguições da Inquisição, que o acusava de feitiçaria e amizade com judeus. Fugindo dessas ameaças, passou por países como Holanda, França e Espanha, sempre mantendo seu espírito inventivo, criando, por exemplo, um moinho mais eficiente e um sistema de lentes para assar carne ao sol, inspirado nos princípios de Arquimedes.


O ápice de sua carreira aconteceu em 1709, quando, com autorização do rei D. João V, apresentou no Palácio Real de Lisboa o seu “instrumento para andar no ar”: um balão de papel em formato piramidal, com armação de arame e uma fonte de calor interna. Diante de nobres e autoridades, o balão elevou-se cerca de 4,60 metros, tornando Bartolomeu pioneiro na história da aerostação. O feito lhe rendeu fama, o apelido de “Padre Voador” é um lugar permanente entre os grandes nomes da ciência.


Com sua visão ousada e realizações inovadoras, Bartolomeu de Gusmão abriu a primeira página da história da física brasileira, inspirando as gerações seguintes que, ao longo dos séculos, continuariam a transformar o conhecimento científico. É nesse caminho, avançando na linha do tempo, que encontramos outros nomes igualmente grandiosos, cujas contribuições moldaram o rumo da ciência no Brasil e no mundo.


ree

 Bartolomeu Lourenço de Gusmão

 (1685–1724)


ree

Passarola de Gusmão

(1709)


Assim como Bartolomeu de Gusmão lançou as bases pioneiras da física brasileira no século XVIII, outra figura monumental surge para ampliar o horizonte científico do país. Alexandre Rodrigues Ferreira, naturalista e explorador, deu voz e forma à riqueza natural e cultural do Brasil colonial através de uma missão audaciosa que cruzou rios, florestas e terras ainda pouco conhecidas. Sua jornada não apenas mapeou a biodiversidade da Amazônia, mas também deixou um legado documental que até hoje é referência para a ciência brasileira.


Alexandre Rodrigues Ferreira (1756–1815) foi um naturalista e explorador brasileiro, nascido na Bahia. Reconhecido por sua atuação na chamada Viagem Filosófica, foi um dos mais importantes cientistas do Brasil no século XVIII, registrando com detalhes a fauna, flora, geografia e povos da Amazônia e de outras regiões do território colonial.


Indicado por Domingos Vandelli e nomeado pela Rainha D. Maria I em 1778, Alexandre assumiu a chefia de uma comissão científica destinada a explorar as capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá. Partiu de Lisboa em 1º de setembro de 1783, acompanhado de riscadores e de um jardineiro botânico. Chegou a Belém em outubro do mesmo ano e percorreu o interior por nove anos, reunindo um vasto material de observações, ilustrações e descrições sobre a natureza e os habitantes locais.


Após sua morte, seus manuscritos e documentos foram guardados no Real Museu d’Ajuda e posteriormente transferidos para a Academia Real de Ciências. Contudo, a publicação de suas obras nunca ocorreu e parte do acervo acabou dispersa entre diferentes instituições e colecionadores.


O conjunto conhecido como Coleção Alexandre Rodrigues Ferreira integra hoje a Biblioteca Nacional, reunindo 191 documentos textuais e cerca de 1.500 desenhos, principalmente de botânica e fauna brasileira do século XVIII. Essa coleção inclui também sua correspondência e materiais adquiridos por ele para estudos.


Em 1876, o bibliotecário Alfredo do Vale Cabral realizou um mapeamento completo dos registros da Expedição Filosófica, trabalho que até hoje serve como referência para pesquisadores. No século XX, graças ao financiamento da Fundação Vitae, todo o acervo foi restaurado, encadernado, microfilmado e digitalizado, preservando para as futuras gerações o registro científico mais detalhado da Amazônia e regiões adjacentes na época colonial.


ree

Alexandre Rodrigues Ferreira  

(1756–1815)


Assim como Bartolomeu de Gusmão e Alexandre Rodrigues Ferreira marcaram o século XVIII brasileiro, no período colonial surge uma importante figura na medicina: Francisco Gomes de Paula Cândido (1805–1864). Nascido em Minas Gerais, ele se destacou como médico, professor e sanitarista, deixando um legado fundamental para a saúde pública do Brasil durante o Segundo Reinado.


Após estudos iniciais no Brasil, Francisco partiu para a Europa em 1825, onde se formou em Letras e Ciências Médicas na Universidade de Sorbonne, Paris. Durante a epidemia de cólera na França, atuou voluntariamente no combate à doença, recebendo a Grande Medalha de Ouro por seus serviços excepcionais.

De volta ao Brasil em 1833, tornou-se professor de Física Médica na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde formou diversas gerações de médicos. Foi fundador dos Anais da Medicina Brasileira e diretor do Diário da Saúde, publicações pioneiras na divulgação científica no país.


Sua maior contribuição foi na saúde pública, presidindo a Junta Central de Higiene Pública por 13 anos, organizando o combate a epidemias como cólera e febre amarela por meio de medidas sanitárias inovadoras. Também teve atuação política como deputado geral por Minas Gerais e foi médico particular da família imperial, além de preceptor das princesas Isabel e Leopoldina.


Francisco Gomes de Paula Cândido faleceu em Paris em 1864, mas seu legado permanece vivo, não apenas na cidade que hoje leva seu nome, mas nas bases que ajudou a estabelecer para a medicina e saúde pública brasileiras, mostrando como o conhecimento científico pode transformar uma sociedade.


ree

            Francisco de Paula Cândido

(1805–1864)

No cenário do século XIX brasileiro, enquanto a medicina e a saúde pública avançavam com figuras como Francisco Gomes de Paula Cândido, outra personalidade igualmente marcante despontava na física aplicada e na engenharia: Guilherme Schüch, que posteriormente ganhou o título de Barão de Capanema (1824–1908). Nascido em Ouro Preto, filho de imigrantes europeus, ele foi um naturalista, engenheiro e físico que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento tecnológico do Brasil imperial.


Enviado à Europa ainda jovem, sob os cuidados do Visconde de Barbacena, estudou engenharia na renomada Escola Politécnica de Viena e na Academia de Minas de Freiberg, além de se formar doutor em matemática e ciência pela Escola Militar do Rio de Janeiro. De volta ao país, atuou como professor de física e mineralogia na Escola Militar e rapidamente tornou-se uma figura central na ciência aplicada nacional.


Em 1852, fundou e assumiu a direção do Telégrafo Nacional, responsável pela instalação da primeira linha telegráfica do Brasil, ligando o Rio de Janeiro a Petrópolis, marco que representou uma revolução nas comunicações brasileiras. Além disso, participou da Comissão Científica do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil e revitalizou a Real Fábrica de Ferro de Ipanema. Como empresário, inventou o Formicida Capanema, produto usado contra a saúva, e também administrou uma fábrica de papel em Petrópolis.


Reconhecido pelo imperador Dom Pedro II, recebeu o título de Barão de Capanema e as comendas da Imperial Ordem da Rosa e da Imperial Ordem de Cristo. Sua contribuição foi tão significativa que, décadas depois, o 1º Batalhão de Comunicações do Exército Brasileiro herdou seu nome, perpetuando seu legado na história das comunicações militares nacionais.


Assim, enquanto Francisco Gomes de Paula Cândido transformava a saúde pública e a medicina brasileira, Guilherme Schüch consolidava os fundamentos da engenharia elétrica e das telecomunicações, mostrando a diversidade e o vigor da ciência nacional no século XIX.


ree

  Guilherme Schüch  

(1824–1908)

No início do século XX, Theodoro Augusto Ramos (1895–1935) destacou-se como um dos grandes pioneiros da matemática moderna no Brasil. Formado em engenharia civil, Ramos rapidamente se apaixonou pela matemática e dedicou sua carreira a transformar o ensino e a pesquisa na área, contribuindo decisivamente para a consolidação da matemática como disciplina acadêmica no país.


Em 1918, defendeu sua tese de doutorado sobre funções de variáveis reais, trabalho que já demonstrava seu rigor científico e visão inovadora para a época. Pouco depois, em 1919, transferiu-se para a Escola Politécnica de São Paulo, onde desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da matemática e na formação de novas gerações de estudantes.

Seu maior legado, no entanto, veio em 1934, quando foi nomeado o primeiro diretor da recém-criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP). Como um dos fundadores da USP, Theodoro Ramos teve papel decisivo na estruturação do ensino superior brasileiro, trazendo para o Brasil renomados professores estrangeiros e criando um ambiente acadêmico que impulsionou o avanço científico e cultural do país.


Além da carreira acadêmica, Ramos também teve participação ativa na administração pública. Foi membro do Conselho Nacional de Educação e, após a Revolução de 1930, atuou como secretário estadual de Educação e Saúde Pública em São Paulo. Em 1932, chegou a ocupar a prefeitura da capital paulista, sempre pautado pela defesa da educação e do conhecimento como ferramentas fundamentais para o progresso social.


Sua produção intelectual inclui obras importantes sobre cálculo vetorial, mecânica quântica e teoria da relatividade, que revelam seu esforço para aproximar o Brasil das principais discussões científicas mundiais da época. Apesar de sua trajetória ter sido interrompida precocemente, com sua morte em 1935, Theodoro Augusto Ramos deixou um legado duradouro e inspirador, que permanece vivo na história da matemática e da educação brasileiras.


ree

Theodoro Augusto Ramos

(1895–1935) 

No século XX, Mário Schenberg (1914–1990) consolidou-se como um dos maiores físicos teóricos brasileiros, pioneiro na física matemática e astrofísica no país. Nascido em Recife, Schenberg iniciou seus estudos em engenharia, mas logo se destacou na física, especialmente na Universidade de São Paulo, onde se tornou professor catedrático em 1944.


Sua carreira foi marcada pela excelência acadêmica e científica, com contribuições fundamentais à mecânica quântica, astrofísica e ao desenvolvimento da física teórica no Brasil. Entre seus feitos, destaca-se o desenvolvimento do "Processo Urca", mecanismo de perda de energia em supernovas. Além disso, foi diretor do Departamento de Física da USP, criador de laboratórios modernos e incentivador da pesquisa científica nacional. Schenberg também teve atuação política, chegando a ser deputado estadual, e enfrentou perseguições durante o regime militar, período em que teve seus direitos cassados e foi afastado da universidade. Contudo, manteve seu compromisso com a ciência e a cultura, atuando como crítico de arte e defensor da integração entre ciência e humanidades.


Sua trajetória multifacetada deixou um legado duradouro para a física brasileira, com laboratórios, exposições e grupos de estudos dedicados ao seu nome e obra. Mário Schenberg é lembrado não só como um cientista brilhante, mas como um pensador completo, que buscou aproximar o homem da natureza e da cultura em suas mais variadas formas.



ree

Mário Schenberg

(1914–1990)

No século XX, José Leite Lopes (1918–2006) foi um dos mais apaixonados e influentes físicos teóricos brasileiros, conhecido por seu compromisso ético, estético e social com a ciência. Nascido em Pernambuco, iniciou sua formação na Escola de Engenharia de Pernambuco, onde conheceu seu mestre Luiz Freire, que marcou sua dedicação à educação e à pesquisa científica.


Leite Lopes doutorou-se em Princeton, sob a orientação de Wolfgang Pauli, e trabalhou com Richard Feynman, ambos laureados com o Nobel. Durante sua carreira, destacou-se pela luta em prol da educação científica no Brasil, coordenando o Instituto de Física da Universidade do Brasil (atual UFRJ) e defendendo o ensino em tempo integral nas universidades. Foi pioneiro na institucionalização da física no país e na América Latina, tendo ajudado a criar a Escola Latino-Americana de Física e o Centro Latino-Americano de Física (CLAF).


Sua contribuição científica é notável, especialmente pela previsão, em 1941, da existência do bóson Z, partícula fundamental na unificação das forças eletromagnéticas e fracas, décadas antes de sua comprovação experimental. Seu trabalho, orientado pela busca da beleza nas leis da natureza, foi reconhecido por grandes nomes da física mundial, como Steven Weinberg e Chen Ning Yang.


Leite Lopes também foi um incansável defensor da interação entre ciência e sociedade, acreditando que os cientistas deveriam estar diretamente envolvidos com a educação básica e com a divulgação científica. Em sua trajetória, deixou uma vasta obra que abarca desde a física fundamental até temas sobre o papel da ciência no desenvolvimento dos países em desenvolvimento.


Além da ciência, Leite Lopes expressava sua sensibilidade artística pintando quadros a óleo, sendo a arte um complemento à sua intensa atividade intelectual. Seu legado é celebrado por prêmios nacionais e internacionais, além de homenagens que reconhecem sua profunda influência na ciência brasileira e latino-americana.


ree

José Leite Lopes 

(1918–2006)


No final do século XX, Vanderlei S. Bagnato (1958–) despontou como um dos maiores físicos brasileiros contemporâneos, com contribuições expressivas na área de óptica quântica, átomos ultrafrios e aplicações médicas da física. Nascido em São Carlos, mostrou interesse precoce pela ciência, participando ainda jovem de encontros de jovens cientistas patrocinados por organizações nacionais e internacionais.


Em 1977, ingressou simultaneamente na USP, cursando Física, e na UFSCar, cursando Engenharia de Materiais. Após concluir a graduação em Física, iniciou seu mestrado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), estudando propriedades ópticas de cristais inorgânicos. Em 1983, ingressou no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde desenvolveu a primeira tese de doutorado sobre resfriamento e aprisionamento de átomos, tema inovador na física, sob a orientação do Prof. David Pritchard. No MIT, conviveu com futuros ganhadores do Nobel, como Eric Cornell e William Phillips, fortalecendo laços científicos e pessoais.


De volta ao Brasil em 1988, fundou seu laboratório em São Carlos, onde realizou importantes avanços em condensação de Bose-Einstein e átomos frios. Em 1998, coordenou a construção do primeiro relógio atômico da América Latina, premiado nacionalmente. Paralelamente, desenvolveu a técnica de terapia fotodinâmica para tratamentos oncológicos e controle microbiológico, pioneira no Brasil e reconhecida internacionalmente.


Além da pesquisa, Bagnato tem forte atuação na divulgação e educação científica, coordenando iniciativas inovadoras, como canais de TV dedicados à ciência e o primeiro MOOC de física do país, com milhares de seguidores. Publicou mais de 200 artigos científicos e orientou mais de 45 teses de mestrado e doutorado. Reconhecido com o Prêmio José Reis de Divulgação Científica (2004) e o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (2019), é membro das principais academias nacionais e internacionais, incluindo a Academia Brasileira de Ciências e a National Academy of Sciences dos EUA.


Vanderlei Bagnato acredita firmemente que “somos menos aquilo que fazemos e mais aquilo que fazemos para mudar o que somos”, refletindo sua dedicação tanto à ciência quanto à transformação social.


ree

Vanderlei S. Bagnato  (1958–)


Sonia Guimarães (1957 -) é uma referência na luta por inclusão e diversidade no ambiente científico brasileiro. Mulher negra, graduada em Licenciatura em Ciências pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com mestrado em Física Aplicada pela USP, especialização em Química e Tecnologia dos Materiais na Itália, e doutorado em Materiais Eletrônicos pela Universidade de Manchester, Inglaterra, ela foi a primeira mulher negra a obter doutorado em Física no Brasil.

Sua trajetória foi marcada por inúmeros desafios ligados a questões raciais e de gênero, mas Sonia manteve firme seu compromisso com a educação e a promoção da equidade. Professora emérita do ITA, atuou intensamente na formação e motivação de estudantes, especialmente meninas negras, buscando abrir portas e inspirar futuras gerações.


Durante sua carreira, contribuiu com pesquisas pioneiras no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), desenvolvendo sensores para sistemas de mísseis voltados à segurança nacional. Atualmente, inicia novas pesquisas envolvendo grafeno, além de continuar impactando positivamente alunos e a comunidade acadêmica.

Sonia é uma voz ativa contra o racismo e a discriminação de gênero, defendendo a inclusão real de pessoas negras na academia e criticando estigmas que limitam a autoestima e as oportunidades dessas populações. Ela reforça a importância de criar ambientes educacionais acolhedores, com metodologias inclusivas que considerem as dificuldades dos estudantes sem atribuí-las à falta de capacidade.


Reconhecida pela Força Aérea Brasileira com a Medalha Santos Dumont de Honra ao Mérito, pela luta por equidade no ITA, Sônia acredita que a diversidade é fundamental para o avanço da ciência e da inovação no Brasil. Destaca ainda que a tecnologia pode ser aliada importante para inclusão, mas alerta para o déficit de infraestrutura básica, como acesso à internet nas escolas públicas, que ainda compromete o ensino de Ciências Exatas.


Sua atuação social inclui trabalho com ONGs e projetos que estimulam o interesse por ciências entre jovens de origens vulneráveis. Sonia defende a interseccionalidade como chave para promover justiça social e ampliar a representatividade nas ciências.

Sua mensagem para jovens negros e negras é clara e inspiradora: perseverança, coragem e a certeza de que, apesar das dificuldades, é possível alcançar grandes conquistas na ciência.

                                  

ree

                                                      

Sonia Guimarães (1957-)



Referências:


BONFIM, S.; VIEIRA TEIXEIRA, M. Universidade Estadual Paulista - UNESP Instituto de Geociências e Ciências Exatas Campus de Rio Claro. [S.l.: s.n.]. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/102089/bonfim_sh_dr_rcla.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 12 ago. 2025.


BOTELHO, André. José Leite Lopes: a ciência e o desenvolvimentismo brasileiro, 1950-80. [S.l.: s.n.]. Disponível em: https://cbpfindex.cbpf.br/publication_pdfs/CS00304.2010_08_11_17_46_59.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.


CONSELHO DA COMUNIDADE LUSO-BRASILEIRA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Bartolomeu de Gusmão, o primeiro cientista das Américas. Disponível em: http://www.cclb.org.br/2021/08/26/bartolomeu-de-gusmao-o-primeiro-cientista-das-americas/. Acesso em: 12 ago. 2025.


COSTA, M. A Telegrafia Elétrica Estatal no Brasil de 1852–1914. Revista Brasileira de História da Ciência, v. 2, n. 1, p. 149, 2022. Disponível em: https://www.example.com. Acesso em: 12 ago. 2025.


DE RAMOS, Teodoro Augusto. CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Disponível em: https://www18.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/ramos-teodoro-augusto. Acesso em: 12 ago. 2025.

DOMINGUES, Â. Para um melhor conhecimento dos domínios coloniais: a constituição de redes de informação no Império português em finais do Setecentos. Disponível em: https://www.academia.edu/78915834/Para_um_melhor_conhecimento_dos_dom%C3%ADnios_coloniais_a_constitui%C3%A7%C3%A3o_de_redes_de_informa%C3%A7%C3%A3o_no_Imp%C3%A9rio_portugu%C3%AAs_em_finais_do_Setecentos?uc-g-sw=41233011. Acesso em: 12 ago. 2025.


DILVA FRAZÃO. Bartolomeu Gusmão. Disponível em: https://www.ebiografia.com/bartolomeu_gusmao/. Acesso em: 12 ago. 2025.


FERREIRA, Alexandre Rodrigues. Viagem Filosófica pelas Capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá. Disponível em: http://bdor.sibi.ufrj.br/handle/doc/457. Acesso em: 12 ago. 2025.

FRANCISCO DE PAULA CÂNDIDO. Disponível em: https://paulacandido.mg.gov.br/portal/institucional.php?getLink=4. Acesso em: 12 ago. 2025.


GROTA, F.; BARNABÉ, A.; DANHONI, M. C. D. et al. Bartolomeu de Gusmão. Filme. Canal Curta!. Disponível em: https://canalcurta.tv.br/filme/?name=cientistas-brasileiros---epis%C3%B3dio-11. Acesso em: 17 ago. 2025.

HISTÓRIA DO BRASIL: início, fases, atualidade. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil. Acesso em: 12 ago. 2025.


HISTÓRIA DO BRASIL: resumo, fases, fatos marcantes. Disponível em: https://www.preparaenem.com/historia-do-brasil. Acesso em: 12 ago. 2025.


PASSAROLA DE GUSMÃO: o primeiro homem do mundo a voar foi um padre português. VortexMag. Disponível em: https://www.vortexmag.net/passarola-de-gusmao-o-primeiro-homem-do-mundo-a-voar-foi-um-padre-portugues/. Acesso em: 12 ago. 2025.


ROSSI COMUNICAÇÃO. Sonia Guimarães: uma professora emérita na luta por diversidade e inclusão nas Ciências. ITAEx. Disponível em: https://itaex.org.br/2024/11/20/sonia-guimaraes-uma-professora-emerita-na-luta-por-diversidade-e-inclusao-nas-ciencias/. Acesso em: 12 ago. 2025.


SANTOS, L. Mário Schenberg. Disponível em: https://www.sbfisica.org.br/v1/portalpion/index.php/fisicos-do-brasil/74-mario-schenberg-2. Acesso em: 12 ago. 2025.


SONIA GUIMARÃES. Biblioteca Virtual da FAPESP. Disponível em: https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/7111/sonia-guimaraes/. Acesso em: 12 ago. 2025.


USP. Arte e Ciência: seminário destaca o legado de Mario Schenberg. Disponível em: https://www5.usp.br/uspdestaque/arte-e-ciencia-seminario-destaca-o-legado-de-mario-schenberg/. Acesso em: 12 ago. 2025.


VANDERLEI SALVADOR BAGNATO. Biblioteca Virtual da FAPESP. Disponível em: https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/766/vanderlei-salvador-bagnato/. Acesso em: 12 ago. 2025.


VANDERLEI SALVADOR BAGNATO. ABC – Academia Brasileira de Ciências. Disponível em: https://www.abc.org.br/membro/vanderlei-salvador-bagnato/. Acesso em: 12 ago. 2025.




 
 
 

Comentários


Siga o PET Física: 
  • Branco Facebook Ícone
  • Branca Ícone Instagram
O Grupo:

Com doze integrantes e o tutor, o grupo desenvolve diversas atividades que envolvem as áreas de ensino, pesquisa e extensão. A equipe também se empenha em divulgar ciência e consciência para a comunidade acadêmica e pública em geral.
Saiba mais na aba Atividades!
Inscrições PET Física
EM breve abriremos inscrições
EVENTOS
  • EPAST - 16 Á 19 de junho
  • ​ENAPET - 19 á 23 de setembro
PROJETOS
  • Experimentos antigos
  • ​astronomia

LINHAS DE PESQUISA

  • RPG na educação
  • ​astronomia nas escolas
  • comprimentos de onda

Universidade Estadual de Maringá, Avenida Colombo, Zona 07, Maringá - Paraná

Bloco F-67, Sala 014

Telefone: (44) 3011-5932

petfisicauem@gmail.com

© 2025 PET-Física UEM

  • Branco Facebook Ícone
  • Branca ícone do YouTube
  • Branca Ícone Instagram
bottom of page