Biografia de Gottfried Wilhelm Leibniz
- PETFísica Uem
- 6 de mai.
- 13 min de leitura
Atualizado: 8 de mai.

Gottfried Leibniz
Wikimedia (2017)
Contexto de vida
Leibniz nasceu em Leipzig em 1º de julho de 1646, dois anos antes do fim da Guerra dos Trinta Anos, que foi um conflito que devastou toda a Europa Central (Look, 2020). Naquele tempo o território em que ele morava fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico, que não era um país unido, mas sim vários pequenos estados, o que causava grande instabilidade política e econômica. Devido a essa razão, o lugar onde ele cresceu ainda era um ambiente de reconstrução, com muita pobreza e dificuldade.
Mesmo nascido em meio a um ambiente pós-guerra, a infância dele foi marcada por um elemento fundamental: a leitura. Seu pai, Friedrich Leibniz, era jurista e professor de Filosofia Moral na Universidade de Leipzig, e sua mãe, Catharina Schmuck, filha de um professor de Direito. O pai de Leibniz faleceu em 1652, e sua educação subsequente foi dirigida por sua mãe, seu tio e, segundo seus próprios relatos, por ele mesmo (Look, 2020). Apesar disso, seu pai deixou um grande acervo de livros em sua biblioteca, os quais possibilitaram que ele ainda criança tivesse acesso a diversos campos do conhecimento. Leibniz aprendeu latim muito cedo e começou a ler vários livros, o que facilitou o desenvolvimento do seu intelecto e da sua curiosidade. Ele esteve no mundo em um tempo em que a mente estava se transformando. As velhas ideias, em geral conceitos e conhecimentos desenvolvidos no período medieval, estavam sendo desafiadas, e novos modos de pensar surgiam com o advento da renascença, do humanismo e da revolução científica. Tudo isso afetou Leibniz, que, mesmo enfrentando dificuldades, estava ao redor do conhecimento, fator fundamental para a sua transformação em um grande pensador.

Gottfried Wilhelm Leibniz
(Slate, 2016)
Trajetória na Ciência e Filosofia
Sua formação acadêmica iniciou-se aos 14 anos de idade, em 1661, ao ingressar na Universidade de Leipzig, apesar de ser novo na perspectiva atual, existiam outros estudantes na mesma faixa etária (Cantão, s.d.). Nesse período, estudou Filosofia (em especial escolástica e moderna), matéria de boa qualidade da faculdade, e Matemática, com uma qualidade inferior em Leipzig (Cantão, s.d.). Além dessas disciplinas estudou retórica, latim, grego e hebráico. No ano de 1663, graduou-se no bacharelado com a seguinte tese: “De Principio Individui“ (Sobre os Princípios do Indivíduo). Nessa obra, Leibniz investiga o que constitui a individualidade, a qual não seria uma propriedade advinda da forma, matéria constituinte, localização espacial e ou temporal, mas sim algo mais profundo e interno, frequentemente atribuído a “mente” ou noção de substância individual que engloba toda a sua história e relações, nessa obra ele também apresentou seu conceito de “mônadas”.
Após sua graduação, Leibniz foi passar as férias de verão em Jena, na atual Alemanha, local onde conheceu Erhard Weigel, o qual também era filósofo. Nesse período, ele começou a ser iniciado a respeito da importância do método matemático em assuntos como lógica e filosofia (Cantão, s.d.). No mesmo ano, Leibniz retorna a Leipzig, onde voltou com seus estudos na área do direito, ainda em 1663, recebe o título de mestre (Frazão, 2024), com uma dissertação que mistura aspectos da filosofia e lei com princípios matemáticos aprendidos com Weigel. A mãe de Leibniz falece poucos dias após a apresentação de sua tese (Cantão, s.d.).
Com o término do Mestrado, seguiu os estudos, e apesar da crescente reputação teve seu doutorado negado na sua então universidade. A recusa do seu ingresso é atribuído a sua pouca idade e a pouca oferta de professores de direito na instituição (Cantão, s.d.), porém há outra versão de que ele havia sido negado pelo deão (reitor) da universidade em razão da influência de sua esposa, a qual possuía certa antipatia por Leibniz (Leibniz Brasil, s.d.). De toda forma, Leibniz se mudou para a universidade de Altdorf, local o qual recebeu seu título de doutor em direito, em fevereiro de 1667, com a tese “De Casibus Perplexis in Jure” , o qual tratava de casos complexos da jurisprudência em que leis legítimas se contradiziam.
Recusou a promessa de uma cadeira em Aldorf e ingressou no serviço público, como secretário da Sociedade Alquímica de Nuremberg, local onde compartilhou conhecimento com o barão Johann Christian von Boineburg (1622-1672), uma figura importantíssima da época (Cantão, s.d.). No mês de novembro de 1667, Leibniz vivia em Frankfurt, onde era empregado de Boineburg, com o decorrer dos anos, Leibniz perpetuou sua carreira nas leis ao integrar a corte de Mainz e paralelamente continuava com o seu trabalho em Nuremberg.
Em 1669, sob o pseudônimo de Georgius Ulicovius Lithuanius, publicou um trabalho acerca da sucessão real da Polônia, visto que o então rei Johann Casimir, abdicou da coroa. No trabalho Leibniz afirmava que não havia nome melhor para a sucessão que o príncipe Palatino Phillip Wilhelm von Neuburg (Leibniz Brasil, s.d.). No mesmo ano, publicou um novo método de ensino e aprendizagem de jurisprudência chamado: “Nova methodus discendae docendaeque jurisprudentiae", dedicando-o a von Schönborn, arcebispo de Mainz. (Leibniz Brasil, s.d.).
Uma das atividades políticas mais importantes de Leibniz nesse período foi a elaboração de um plano, designado a Luiz XIV, atual rei da França, em que ele sugere que a Holanda, uma grande potência mercantil da época, seria prejudicada com a conquista do Egito pela França. Apesar de não ser frutificado tal ideia na época, isso proporcionou-lhe um contato direto com o cerne do mundo erudito europeu (Leibniz Brasil, s.d.).
Em 1671, ele publicou “Hypothesis Physica Nova” (Novas Hipóteses Físicas), na qual assim como Kepler afirmava que o movimento depende de ação de espíritos (Cantão, s.d.) ou princípio ativo, relacionado a Deus, e não somente da matéria e extensão, sendo essa uma teoria no meio termo entre a física aristotélica e mecanicista moderna. Nessa mesma época ele entrou em contato com Oldenburg, o secretário da Royal Society of London, ele também possuía contato com Carcavi, o bibliotecário real em Paris (Cantão, s.d.).
No fim de março de 1672, Gottfried Leibniz foi a cidade Paris, local onde tentou dissuadir o reis Luís XIV a atacar certas área da Alemanha, como seu primeiro objetivo em Paris era ter contato com o governo para convencê-los, enquanto isso não acontecia, ele conheceu matemáticos e filósofos da capital francesa, como Huygens, Arnauld e Malebranche.
Como esse período da segunda metade do século XVII, foi marcado por inúmeras mudanças de concepções na sociedade européia, marcadas pela introdução mais forte do pensamento mecanicista dos corpos geométricos e do movimento, grandemente influenciado por Galileu, Torricelli, Cavalieri, Descartes, Pascal e Hobbes, bem como muitos outros. Leibniz se viu em Paris com pouco ou ausente desse conhecimento que se tornou predominante na época, de forma que ele próprio admitia que, antes de 1675, seu contato com a filosofia cartesiana era basicamente de segunda mão (Leibniz Brasil, s.d.).
Nessa perspectiva, começando em 1672, sob a tutela de Christiaan Huygens, estudou matemática e física. Esse já havia indicado que lesse certos trabalhos de renome como o de Saint-Vicent sobre séries (Cantão, s.d.) e os tratados de Blaise Pascal, de 1658, se quisesse se tornar matemático (IF-USP, s.d.). No mesmo ano, o filho de Hans Boineburg foi enviado a estudar em Paris sob a sua orientação, acompanhado de seu primo, que foi em razão de uma missão diplomática, em vista da guerra Franco-Holandesa. Dessa forma Leibniz acabava de conseguir um suporte financeiro seguro. Mesmo com a morte de Boineburg em 5 de dezembro, o financiamento de sua família ao cientista alemão permaneceu.
Em 1673, Leibniz com a companhia do sobrinho de Hans foi a Londres em missão de paz, devido a falha na negociação do governo francês. Lá exibiu seu protótipo de calculadora na Royal Society, melhor que a versão de Pascal, além de fazer contato com Hooke, Boyle e Pell. Após seu período na capital inglesa, ele retornou aos seus estudos na área da matemática de maneira mais voraz, já que havia percebido que seu conhecimento era inferior ao que gostaria de ter. Pouco tempo depois de chegar a Paris, em 19 de abril de 1673, foi eleito a fazer parte da Royal Society.

Máquina de calcular de Leibniz
(Wikimedia, 2016)
Nessa época, iniciou seus estudos sobre a geometria dos infinitesimais e a ler diversos trabalhos indicados por Huygens, em seu reencontro na França, alguns deles de Pascal, Fabri, Saint-Vicent, Sluze, Gregory e Descartes (Cantão, s.d.). Em 1674, Leibniz escreveu a Oldenburg da Royal Society, sobre seus estudos e descobertas da da geometria dos infinitesimais, ele porém disse que Newton e Gregory, chegaram a métodos mais gerais (Cantão, s.d.), sua relação com os membros do corpo de cientista da organização já não era dos melhores, já que havia prometido finalizar sua calculadora, o que não o fez (Cantão, s.d.).
O avanço de Leibniz em suas descobertas já era significativo, mas suas contas eram confusas e faltava o desenvolvimento de uma boa notação. Até que em 21 de novembro de 1675, ele escreveu um manuscrito, no qual apareceu pela primeira vez o que conhecemos hoje como o símbolo da integral ( ∫ ) (Cantão, s.d.). No outono do ano seguinte, ele já descobre a famosa fórmula de derivação de polinômios: d(xn) = nxn-1, para n inteiro ou fracionário (Cantão, s.d.).

Símbolo da Integral
(Wikimedia, 2008)
Devido a viagem feita por Leibniz a Londres em 1673, correram rumores de que ele tivesse visto os trabalhos de Newton e desse modo chegado às conclusões a respeito do desenvolvimento do Cálculo, com isso, a legitimidade de seus trabalhos foi posta em dúvida. Como na época, Gottfried não possuía conhecimento suficiente em geometria e análises, hoje se sabe que é bem improvável que realmente tenha ocorrido alguma espécie de plágio (IF-USP, s.d.) [Matemarticaemtudo. s.d.].
Seu primeiro trabalho sobre o Cálculo diferencial foi em 1684, “Nova methodus pro maximis et minimis, itemque tangentibus, qua nec irrationales quantitates moratur”. Nele o uso da notação “d” já era familiar, além de estar presente no trabalho a fórmula da derivada do produto e do quociente de funções, contudo como não havia demonstrações no artigo, Jacob Bernoulli o chamou de enigma e não explicação (Cantão, s.d.).
A principal diferença entre ambos foi a maneira de sistematizar e tratar os conceitos que fundamentam o cálculo. Isaac Newton se preocupava com o cálculo de fluxões, como soluções de problemas físicos, em contrapartida Leibniz focou no desenvolvimento de um sistema geral e formal, com a preocupação de uma notação para tal, a fim de o utilizar como um método universal (Carvalho; D’ottaviano, 2006; Rafaeli; Amaral, 2025).
A rixa entre os cientistas permaneceu, o que levou Newton a escrever duas cartas a Leibniz. Na primeira, ele escreve muitos dos seus resultados, mas sem mostrar os métodos utilizados, tal carta atrasou muito até chegar às mãos do cientista alemão, é provável que ele tenha enviado a fim de denotar a necessidade dele publicar os métodos de seu estudo (Cantão, s.d.). Já a segunda, a qual demorou quase um ano para chegar ao destinatário, Newton evidencia sua crença de que Leibniz teria surrupiado seus resultados (Cantão, s.d.). Em resposta, ele envia alguns detalhes de seu trabalho, o qual incluía o método de derivação de funções compostas (Cantão, s.d.).
Em 1686, publica na Acta Editorium, um trabalho sobre cálculo integral, no qual aparece pela primeira vez, em um trabalho formal, o símbolo da integral ( ∫ ). O Principia de Newton só seria publicado no ano seguinte (Cantão, s.d.). Nos artigos de Leibniz, além da notação, outro aspecto importante que está presente é a noção da derivada e da integral como operações opostas. “∫ pdy = ∫ xdx [...] como as potências e as raízes [...] as somas e as diferenças, ou ∫ e d são recíprocas.” (Leibniz, apud Dourado, 2022), essa concepção já estava presente em seus escritos.
Apesar de seus avanços significativos na área da matemática, Leibniz não abandonou seus estudos nas áreas de filosofia e teologia, visto que sua concepção de uma linguagem universal da ciência sempre o motivou em seus manuscritos. Ainda em 1686, ele escreve o trabalho “Discurso de Metafísica”, o qual foi publicado postumamente, ele trata da concepção de universo harmonioso, racional e inteligível, o qual adquire essas características por se originar de um Deus perfeito. Há também a noção de sujeito individual,o qual possuí a prerrogativa de que se for possível conhecer plenamente o sujeito, também se teria conhecimento de todos os predicados dele.
Em 1710, Gottfried publicou “Théodicée”, a qual busca solucionar o problema do mal, em um universo criado por um Deus absolutamente bom (Cantão, s.d.). Já em “Monadologia”, de 1714, sintetiza as ideias da obra anterior.
Sua morte ocorreu em 14 de novembro de 1716, em Hanover na Alemanha, devido a complicações de gota e artrite, aos 70 anos. Dentre os empregos que teve em sua vida,alguns não citados são: engenheiro de minas, supervisor de exploração das minas de prata das montanhas Harz, bibliotecário-chefe de uma vasta coleção de livros e manuscritos, diplomata, conselheiro e historiador da corte (Leibniz Brasil, s.d.).
A disputa com Isaac Newton, apoiado pela Royal Society, somente cessou com a morte de ambos, após várias acusações e debates.
Obras
Ao contrário da maioria dos grandes filósofos do período, Leibniz não escreveu uma obra-prima; não existe uma única obra que possa ser considerada como contendo o centro de seu pensamento. Embora tenha produzido dois livros, a Teodiceia (1710) e os Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano (concluídos em 1704, mas publicados somente em 1765), Os pensamentos de Leibniz precisaram ser organizados a partir de muitos textos diferentes que ele escreveu. Em vez de deixar uma obra única e completa, ele registrou suas ideias em ensaios, textos que não chegou a publicar e também em várias cartas, o que fez com que sua filosofia tivesse que ser reunida a partir desses diversos escritos. Além disso, muitos dos escritos de Leibniz ainda não foram publicados. Nem todas as obras de Gottfried Wilhelm Leibniz foram publicadas até hoje. A principal edição acadêmica reúne apenas parte dos seus escritos, especialmente os de um determinado período, deixando de fora uma grande quantidade do que ele produziu. Além disso, até para organizar esses textos há dificuldade, já que muitas vezes é preciso analisar detalhes como o tipo de papel e outras características para descobrir quando foram escritos (Look, 2020). Ainda assim, seu raciocínio é vasto e pode ser compreendido através de certas obras que resumem suas concepções.
Uma das primeiras e mais relevantes é o Discurso sobre a Metafísica (1686). Neste escrito, Leibniz introduz diversas ideias que serão utilizadas em outros trabalhos dele. Ele aborda o funcionamento ordenado do mundo, a razão por trás da existência de tudo e como Deus teria criado o universo da melhor maneira possível. Aqui, sua visão de que nada ocorre por acaso começa a se manifestar.
Outra obra importante é a Teodiceia (1710). Neste livro, Leibniz procura responder a uma questão complexa: se Deus é bom, por que o mal existe no mundo? Sua resposta é que, apesar dos problemas e sofrimentos, este ainda seria o melhor mundo possível dentro das alternativas existentes. Essa ideia tornou-se notória e também gerou muitas críticas ao longo da história.
A Monadologia (1714) é provavelmente seu texto mais popular. É um texto breve mas muito direto. Leibniz explica sua teoria de que tudo no universo é composto por “mônadas”, que seriam como pequenas unidades indivisíveis. Essas mônadas não interagem fisicamente entre si, mas operam de forma sincronizada, como se estivessem em perfeita harmonia. Essa ideia tenta explicar como o mundo pode ser organizado sem interação direta entre as coisas.
Também existe o Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano, que foi escrito como réplica às ideias de John Locke. Neste texto, Leibniz explora como o ser humano aprende e conhece as coisas. Ele argumenta que a mente não nasce vazia, mas já detém certas capacidades e ideias básicas, que se desenvolvem ao longo do tempo. Essa obra é relevante porque demonstra claramente a distinção entre o racionalismo de Leibniz e o empirismo de Locke.
Leibniz também produziu vários textos sobre matemática e lógica. Ele foi um dos criadores do cálculo, juntamente com Isaac Newton, e criou formas de notação matemática que utilizamos até hoje. Além disso, ele estudou o sistema binário, que usa apenas 0 e 1, algo que é hoje fundamental para os computadores.
Outro ponto relevante é que Leibniz manteve correspondência com diversos pensadores de sua época. Nessas cartas, ele debatia ideias, esclarecia conceitos e até desenvolvia teorias. Muitas dessas cartas são consideradas parte essencial de sua obra, pois auxiliam na compreensão de seu pensamento.
Quem era realmente Leibniz ?
Gottfried Wilhelm Leibniz foi um famoso polímata alemão. Nascido em uma Alemanha em conflito e dizimada por doenças e fome. Marcado pela filosofia racionalista de seus antecessores, foi fortemente marcado por essa linha de raciocínio, além disso como era autodidata aprendeu latim cedo e começou a ler filosofia, como, Aristóteles, escolástica medieval e autores modernos da época, o que marcou fortemente seu pensamento.
Por influência da mãe, a qual era cristã luterana, Leibniz seguiu a denominação e concebeu a concepção de Deus como um ser absolutamente perfeito e racional, de modo a defender que Deus sempre age da melhor maneira possível e que o universo é regido de uma harmonia, ademais, ele rejeitava a ideia de um Deus voluntarista, ou seja, as verdades não dependem da vontade, mas sim do entendimento de Deus (Castaño Piñán, 1942). Embora fosse luterano, Leibniz desejava unir novamente as denominações cristãs.
Sua principal ambição era criar uma teoria universal que unisse os conceitos de diversas áreas do conhecimento e pudesse explicar tudo, sua filosofia e rigor matemático são prova disso, o uso da lógica matemática na lógica dedutiva e em seus conceitos filosóficos revolucionou a maneira de lidar com esse segmento. Futuramente tal metodologia gerou conceitos fundamentais para a ciência da computação (Gerhardt, 1978).
Segundo seus conterrâneos, Leibniz era um homem de estatura mediana, esbelto e usava uma peruca para cobrir sua calvície, embora sedentário possuía boa saúde, sono profundo e boa digestão (Leibniz Brasil, s.d.). Já que trabalhava até tarde, não gostava de levantar-se cedo, apesar da leitura ser sua atividade predileta, adorava se misturar às pessoas para aprender algo novo, as pessoas o descreviam como alguém de hábitos moderados (Leibniz Brasil, s.d.).
Em suma, os trabalhos de Leibniz revelam um pensamento muito abrangente. Ele não se restringiu a uma única área: escreveu sobre filosofia, matemática, ciência, religião e até política. Mesmo sem ter deixado um único livro que reúna tudo, seus textos juntos constituem uma das contribuições mais significativas para o pensamento moderno (MatematicaemTudo, sd).
Referências:
ANTOGNAZZA, Maria Rosa. Leibniz: An Intellectual Biography. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.
CANTÃO, Sandra. Gottfried Wilhelm Leibniz. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Disponível em: https://www.ime.unicamp.br/~sandra/CCA/history/leibniz/leibniz.html. Acesso em: 12 abr. 2026.
CARVALHO, Tadeu Fernandes de; D’OTTAVIANO, Itala M. Loffredo. Sobre Leibniz, Newton e infinitésimos, das origens do cálculo infinitesimal aos fundamentos do cálculo diferencial paraconsistente. 2006. Acesso em: 12 abr. 2026.
CASTAÑO PIÑÁN, José. Leibniz. 1942. Acesso em: 12 abr. 2026.
DOURADO, Thiago Augusto Silva. Cálculo integral de Gottfried Wilhelm von Leibniz. Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP), 2022. Acesso em: 12 abr. 2026.
Encyclopaedia Britannica. Gottfried Wilhelm Leibniz. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Gottfried-Wilhelm-Leibniz. Acesso em: 20 abr. 2026.
FRAZÃO, Dilva. Gottfried Wilhelm Leibniz. 2024. Disponível em: https://www.ebiografia.com. Acesso em: 12 abr. 2026.
File:Gottfried_Wilhelm_Leibniz,_Bernhard_Christoph_Francke.jpg - Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gottfried_Wilhelm_Leibniz,_Bernhard_Christoph_Francke.jpg. Acesso em: 14 abr. 2026.
File: Gottfried Wilhelm Leibniz (1646–1716), German philosopher and mathematician. Slate. Disponível em: https://slate.com/technology/2016/11/the-18th-century-philosopher-who-helped-create-the-information-age.html. Acesso em: 30 abr. 2026.
File:Leibnitzrechenmaschine.jpg - Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Leibnitzrechenmaschine.jpg. Acesso em: 14 abr. 2026.
File:WPint.svg - Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:WPint.svg. Acesso em: 14 abr. 2026.
GERHARDT, C. I. (org.). Die philosophischen Schriften von Gottfried Wilhelm Leibniz. v. 7. Hildesheim: Georg Olms Verlag, 1978. p. 236–247. Acesso em: 12 abr. 2026.
INSTITUTO DE FÍSICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (IF-USP). História do cálculo: Leibniz. Disponível em: http://ecalculo.if.usp.br/historia/leibniz.html. Acesso em: 12 abr. 2026.
LEIBNIZ, Gottfried Wilhelm. Dois fragmentos de Leibniz sobre lógica. Tradução de Raquel Anna Sapunaru; Beatriz Rodrigues Morais; Luisa Mapeli Veríssimo; Fernanda Hugo Figueiró. Guairacá Revista de Filosofia, Guarapuava, v. 36, n. 1, p. 264–287, 2020. Acesso em: 12 abr. 2026.
Vida de Leibniz - Leibniz Brasil. Disponível em: https://leibnizbrasil.pro.br/vida-de-leibniz/. Acesso em: 23 abr. 2026.
LOOK, Brandon C. Gottfried Wilhelm Leibniz. In: Stanford Encyclopedia of Philosophy. Edição Spring 2020. Editor: Edward N. Zalta. Disponível em: https://plato.stanford.edu/archives/spr2020/entries/leibniz/. Acesso em: 20 abr. 2026.
MATEMATICAEMTUDO. Gottfried Leibniz: O Gênio Que Desafiou Newton. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GNWDXI_X_34 . Acesso em: 28 abr. 2026.
RAFAELI, Fernando Rodrigo; AMARAL, Nicollas Luduvichack Barbosa. Uma visão histórica do cálculo: a guerra entre Newton e Leibniz. Instituto de Matemática e Estatística – UFU; Instituto de Física – UFU, 2025. Acesso em: 12 abr. 2026.
STANFORD ENCYCLOPAEDIA OF PHILOSOPHY. Gottfried Wilhelm Leibniz. Disponível em: https://plato.stanford.edu/entries/leibniz/. Acesso em: 20 abr. 2026.

Comentários